A Decisão


O plano inicial
Marido se forma: 2012
Eu me formo: 2014
Conhecemos Londres(nossa lua-de-mel atrasada): 2015
Voltamos e encomendamos o herdeiro em seguida: 2015
Idade mãe: 35 anos.
Idade pai: 28 anos.
Perfeito!
Qualquer inconveniente, os avanços da medicina estão aí pra isso. Certo?

Não na opinião da minha médica e obstetra, drª Silvia Helena, em que tivemos consulta no início do mês de Agosto/2010. Muito menos na opinião de minha mãe, que diz que “o tempo está passando” e que todas as outras coisas podem ser realizadas com alguns ajustes. Mas talvez, se preferirmos seguir a risca nosso plano, após realizar o nosso conograma, o sonho de ser mãe não esteja assim tão “fácil” de se realizar, pois junto com tratamentos e acompanhamentos, vem muita dor e sofrimento. O óvulo possui “vida útil”, isto é fato.
Então, tivemos uma conversa no sábado de véspera do dia dos pais, marido e eu, a respeito do assunto. Reação inicial foi de alegria e expectativas pois sempre esteve em nossos sonhos a gravidez planejada do nosso primogênito, porém, logo a responsabilidade nos chama à realidade. Nosso medo, além das dúvidas que todos os pais prestes a tomarem a decisão de terem um filho costumam a ter(como se serão bons pais, por exemplo), é de como poderemos equilibrar os estudos?
Com certeza, o meu marido consegue se formar, afinal, o filho é mais dependente da mãe no que diz respeito alimentação principalmente e o pai fica com maior tempo “livre” ...Mas e eu?! Bom, eu não sou a cabeça da família, a provedora entende? Quem precisa ganhar bem é ele, mesmo porque eu quero ter uma profissão por simples e pura realização pessoal. Claro, trabalhar na minha área será ótimo, mas não quero trabalhar a vida inteira não... Mas me formar é fundamental, gosto demais do que faço e não quero abrir mão de jeito nenhum. Foi um sábado de reflexões, como podem imaginar, eu cabisbaixa pra um lado, marido dizendo que encontraríamos uma maneira...
No dia seguinte era dia dos pais, fomos almoçar com os meus. Brincadeiras em família, todos descontraindo, os homens reunidos lá fora tomando cerveja mas eu ainda estava sentindo uma agonia tremenda, o assunto não saía da minha cabeça! Precisava conversar sobre isso e assim que vi minha mãe e minha tia indo ao banheiro eu me enfiei junto lá dentro, chorando já...(coitada da minha mãe nem fazer xixi em paz pode...). As duas me aconselharam muito e me garantiram total apoio, principalmente para completar os estudos.
Na realidade, eu ainda nem grávida estou e elas já quase “saíram no tapa” pra ver quem ia cuidar do neném a noite, pra eu poder estudar e (muitos berros amigáveis depois)entraram no acordo do revezamento, e ficou decidido que eu passo buscar meu filho no final da aula. Tipo, eu parei de chorar e observei elas decidirem tu-do, eu poderia gritar naquele momento que elas não me ouviriam pois quem menos mandava ali era eu! Rs...
Depois de perceberem que eu estava aguardando uma “atenção”, as duas começaram a me encorajar e dizer que eu não era sozinha no mundo, que eu poderia contar com elas sempre. Que era pra eu me programar e que, se eu me organizasse, não precisaria parar nenhum período. Assim, nem que seja preciso adiantar matérias, me formo com minha turma.
Primeira parte resolvida, mas ainda faltava saber o que se passava no coração de meu esposo com relação a isso tudo.
Não chamei meu marido pra conversar na hora não, porque ele ainda precisava passar no sogro e deixei pra que mais tarde, em casa, pudéssemos ter uma conversa com calma. O tempo todo no carro ele ficava me perguntando:”o que foi, amor?”. E eu disse que estava preocupada com o mesmo assunto do dia anterior, ué...Não quis ir lá no pai dele, eu estava muito pra baixo e expliquei isso ao sogro, por telefone e sem maiores detalhes, quando cheguei em casa. Dei Feliz dia dos Pais e graças a relação que conquistei com o pai do marido, ele entendeu e disse que “não tem nada a ver”, que ele entende...Rs...tadinho. Então, amor me deixou e foi visitá-lo.
Em casa, marido subiu comigo no nosso apto, deitamos na cama um pouco e comecei a chorar, entrei num choro sem fim, me senti super sozinha, sei lá...minha cabeça estava super confusa. Ele ficou mais confuso ainda ao me ver assim! Deve ter pensado : “se ela quer ser mãe, porque raios está triste?”, e na cabeça dos homens tudo é tão simples e racional não é? Mulheres, vc´s me entendem?!
Disse a ele que o que mais me incomoda é sair dos planos que nós temos mantido por tanto tempo, mas que as coisas mudaram e que eu precisava do apoio dele. Na verdade eu só queria escutar que tudo ia ficar bem, mas tinha que escutar dele pra poder ficar realmente tranquila. Eu poderia simplesmente deixar de me cuidar e pronto, apareço grávida e o que ele pode fazer? Mas não sou assim e se é pra sermos pais, ele tem que desejar isso tanto quanto eu. Deixei isso claro desde que nos casamos.
Ele não queria mas teve que sair, dar um abraço no pai, claro. Aquela conversa ficou interrompida (odeeeeeeeeeeeio). Fiquei uma hora sozinha, com aquele assunto mal resolvido entalado na garganta, nem a TV queria ligar, mas acabei ligando pra tentar me distrair. Uma enxurrada de programas sobre bebês na TV a cabo! Jesus, que conspiração...Como pensar em outra coisa?
De repente, escuto a chave virar na porta e o amor dizer pro Coxinha(que corre ver ele chegar todos os dias): “Oi gato!”. Caminha até o nosso quarto e trás rosas na mão, me entrega dizendo que “íamos ter um nenêzinho lindo e eu ia ser a gravidinha mais bonita que já existiu”, pediu desculpas pela falta de palavras exatas mas que venceu o medo e que agora só quer saber de achar uma casa maior pra nossa família e que vai amar ser pai ♥ (abafa que eu chorei mais uns litros ta...hahaha)

E assim, temos um novo plano:

Plano Nenêzinho
Marido se forma: 2012
Eu me formo: 2014
Engravidamos: entre 2010/2011
Nascimento do nosso filho: entre setembro a dezembro de 2011.
Idade mãe: 31 anos.
Idade pai: 24 anos.
Conhecemos Londres, e muitos países,em família : depois que nos formarmos!
Agora sim : Perfeito!

Lição do dia : Não existe momento mais perfeito que agora =D


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